Já é de conhecimento público e notório que vivemos meio a uma das maiores crises econômicas que o mundo já viu. Bancos e empresas quebrarem, bolsas despencarem, taxa básica de juros negativa (com exceção do Brasil, claro), pacotes de ajuda dos governos, nacionalização de bancos, demissões, recessão e corte de custos já viraram palavras comuns ao nosso cotidiano. Depois de tantas previsões e, posteriormente, correções das previsões, concluo que os especialistas não sabem ao certo em qual momento da crise estamos. E para aqueles que não tiveram a oportunidade de ver, lhes informo: semana passada o presidente do BNDES divulgou uma nota em que dizia que os efeitos da crise (ou talvez a própria crise) se estenderão além de 2010. Ou seja, até qual ponto os barcos ainda podem afundar?
A bolha estourou.
Sim, podemos considerar que a bolha da economia global estourou. Vamos agradecer ao bancos que emprestaram dinheiro sem garantias de recebimento, as empresas que não souberam trabalhar seus investimentos e que mascararam seus balanços e a todos aqueles que decidiram brincar de cassino nas Bolsas de Valores.
Está bem, por hora não vou me aprofundar em conceitos de macro economia e analisar todo o cenário global. Vamos nos manter a uma fatia específica do mercado, a web.
A web também já teve a sua bolha.
Talvez alguns de vocês ainda se lembrem, até 2001 viveu-se a chamada Bolha da Internet. Empresas e pessoas investiram milhões na web. Passado algum tempo (em 2001 mesmo), a bolha estourou. Os reflexos do estouro da bolha foram os mesmo que citei no começo deste artigo, porém, num ambiente mais fechado. Desde então a web desenvolveu modos de dimensionar seus investimentos de formas mais seguras e concretas, empresas e profissionais mais “pé no chão” evitam um novo crash do mercado digital. Mas ainda há que diga que os reflexos da bolha ainda estão aí…
Agora, apesar de todo o impacto global da crise, a web tem se mostrado um mercado sólido e de vasta amplitude. Os investimentos não cessaram e muitas empresas acreditam na web como caminho para superar as adversidades de um mercado instável. Como exemplo, podemos analisar as vendas de natal nos EUA, onde apesar da queda das vendas nas lojas, as vendas aumentaram pela internet, uma vez que era mais barato pesquisar e comprar online, do que sair de casa e ir até alguma loja ou shopping center.
Conceitos que já havia falado aqui anteriormente, como mensurabilidade, análise comportamental, cruzamento de dados e perfis, tem se tornado cada vez mais importantes. Eles tem tornado a web mais inteligente e cada vez mais interessante para as empresas. Seria loucura falar que a internet poderá salvar a economia, mas ela poderá ajudar, e muito.
Infelizmente, a web ainda é restritiva (principalmente no países do 3º mundo) e a crise atinge à todas as classes das sociedades, em todos os lugares do mundo. Então colocar uma responsabilidade desta magnitude nas costas da internet, seria ignorar uma parte da população, algo que não seria justo, muito menos, ético.
Daqui, lhes deixo uma frase que poderá resumir o que a web pode proporcionar às empresas:
“O que o cliente desejar, quanto ele quiser e onde ele estiver.”
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